Sou chata, implicante, como demais, falo mais
ainda, sou bochechuda, rio alto demais, tenho nariz de batatinha, sou bicuda,
ciumenta, nervosa, tomo remédio pra ansiedade, tenho medo de morrer. As vezes
me dá medo de dormir sozinha, por isso passo algumas madrugadas com a tela do
computador ligada e sem som. Tempestades me assustam, mas gosto de olhar a
reação das pessoas na rua quando os primeiros pingos começam a cair. Gosto de quem gosto, se
não gosto não faço a mínima questão. Aprendi com o tempo a separar amizade de
companheirismo, a olhar certas situações com olhos calejados de quem já chorou
1 rio e meio por essas estradas loucas da vida. Não cansei do meu drama
mexicano. Tô largando mão de ser besta. Sou crítica, faço caras e bocas, caras
essas muito transparentes, como dizem por aí. Prefiro o meu arroz, apesar de
não comer, ao de qualquer pessoa, ouço música velha quando quero chorar, como
chocolate à prestação, não sou consumista, já odiei, mas hoje em dia amo batom.
Já beijei menos pessoas do que você imagina, mas já me apaixonei mais vezes do
que você pode pensar também. Sou coração mole, choro com comercial, já quis doar
medula depois de assistir a um vídeo do youtube. Assistir videos de nenéns me
alegra, eu já fiz trabalho voluntário, sou meio tipo espírita, mas mantenho minha fé em
São Judas. Adoro beterraba, não olho pra ninguém na rua, sou insuportável de
TPM, já chorei ate apagar de sono. Já viajei com gente louca, conheci muita
gente esquisita, já tive o coração quebrado e infelizmente já quebrei alguns
por aí. Falo o que quero, pra quem eu quero, quando acho que devo, mas se não
disse, não há Cristo q me fala assumir palavras q não são minhas. Então, você aí,
você mesmo que tá aí lendo esse lenga lenga aqui, só acredite no que dizem por aí,
se você ouvir de mim...

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